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Cryptojacking: conceitos, funcionamento e prevenção

Por CYBERDIMENSION / 2026-05-15

Cryptojacking: conceitos, funcionamento e prevenção

Já pensou o quão frustrante seria estar “ajudando” um cibercriminoso a enriquecer às custas do seu próprio computador?

Apesar de parecer algo distante, essa é a realidade causada por um tipo de malware conhecido como cryptojacking. Quando presente na máquina, ele utiliza os recursos do sistema, como o processador, para minerar criptomoedas sem o consentimento do usuário, gerando lucro para o atacante e desgaste para o equipamento.

O mais preocupante é que esse tipo de ataque não se limita apenas a computadores. Ele também pode afetar smartphones e até mesmo ambientes de nuvem, muitas vezes sem que a vítima perceba, gerando prejuízos silenciosos ao longo do tempo. Por isso, entender como o cryptojacking funciona e como se proteger é essencial.

A lógica de funcionamento por trás desse malware é simples: ele minera criptomoedas por meio de Prova de Trabalho (Proof of Work), que consiste na resolução de problemas matemáticos complexos, tornando possível validar as transações na blockchain. A recompensa por isso é o ganho de frações da moeda, normalmente a Monero.

Como esse processo exige alto gasto com hardware e energia, o criminoso “terceiriza” essa tarefa nas máquinas das vítimas, gerando lucro para ele enquanto a vítima paga a conta de luz e o desgaste do hardware.

Formas de execução do Cryptojacking

O cryptojacking possui três formas comuns de execução:

Impactos para usuários e empresas

Para usuários comuns, as consequências geralmente são a diminuição da vida útil do hardware, pois a CPU trabalha a 100% constantemente, gerando danos irreversíveis por causa do calor, além da lentidão da máquina e aumento do consumo de energia.

Já em uma corporação, os danos vão muito além disso, pois essa lentidão pode afetar serviços críticos ou servidores em produção. O calor excessivo também pode causar danos físicos em equipamentos responsáveis pelo armazenamento de dados importantes, inclusive protegidos pela LGPD.

Como se proteger

Após isso, a impressão que fica é que para se evitar o cryptojacking, é necessário um grande gasto com um antivírus de última geração, mas muito pelo contrário.

Para usuários comuns, basta monitorar o comportamento do computador e, caso haja alguma suspeita, abrir o Gerenciador de Tarefas para conferir se o navegador ou um processo desconhecido está utilizando entre 90% e 100% da CPU.

Também é recomendado utilizar extensões de bloqueio como o uBlock Origin e manter o antivírus atualizado, pois muitos mineradores já são identificados automaticamente pelas soluções de segurança modernas.

Para as empresas, é necessário possuir monitoramento de rede para identificar picos de saída relacionados à mineração, configurar alertas de faturamento e monitorar constantemente as instâncias em nuvem.

O mais importante é investir na conscientização dos colaboradores, ensinando como identificar anomalias, e-mails de phishing e links suspeitos.

Conclusão

Em suma, o cryptojacking se mostra uma ameaça silenciosa, mas altamente prejudicial, que muitas vezes passa despercebida pelo usuário.

Diferente de outros ataques mais evidentes, ele não busca roubar dados diretamente, mas sim minerar de forma contínua e discreta, gerando prejuízos a longo prazo.

Por isso, compreender seu funcionamento e adotar boas práticas de segurança é essencial, tanto para usuários comuns quanto para empresas, garantindo não apenas o bom desempenho dos sistemas, mas também a proteção contra esse tipo de exploração invisível.

Escrito por

Marco Antonio Specian da Silva

LinkedIn: Marco Antonio Specian da Silva